16 setembro 2014

Que laranja que nada

Só estamos aptos à viver feliz com alguém ao lado depois de provarmos para nós mesmos, que somos felizes com nossa própria companhia. Crescemos ouvindo que somos laranjas pela metade e precisamos encontrar a outra metade. Ouvimos que toda princesa merece um príncipe e blá blá blá. A grande verdade é que eu não sou laranja, tampouco princesa. Quero e preciso de alguém que simplesmente me queira. Que não coloque sobre minhas costas a impossível tarefa de completá-lo. Gosto de gente completa. Que não culpa o universo e as pessoas pelas suas frustrações, decepções, amores e desamores. Gosto de gente que sabe o que quer e para onde vai. Gosto de gente que quer estar comigo porque se sente bem, porque gosta, porque faço rir, porque quer compartilhar das suas conquistas, por menores que sejam, e não porque se sentem incompletos. Odeio laranja. Com isso, vou logo avisando: se você se considera a metade de uma laranja, nem se aproxime. Sou completa demais para me contentar com metades, e ácida demais para completar frutas tão doce. Por falar nisso, se existe uma fruta que me define bem é o limão.

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Suzanne N.

A responsabilidade de encontrar alguém.

Cansada de ouvir o chororô dessas mulheres que acham que os homens são nossos inimigos ou que estão em extinção. 
É certo que nascemos em mais quantidade, existem mais mulheres no mundo do que homens e blá blá blá.
Mas a verdade é que tem muito homem por aí. Tem solteiro, separado, viúvo...
O fato é que eu não vejo as mulheres fazendo muito esforço, é preciso saber se virar, é preciso sair da zona de conforto e ir à "luta", é preciso descer do castelo e subir no cavalo sozinha. Tem que ter vontade e fazer por onde, paciência também é importante.
A responsabilidade de encontrar alguém não é apenas dos homens, não são somente eles que tem que correr atrás. Você quer? Vai lá, por que não?
Pode ser no Tinder, no Par Perfeito, no Badoo, tanto faz. Só sei que quanto mais a gente se abre para o mundo, o mundo se abre para nós.
Tem o Facebook, o Twitter, o Tumblr, o WhatsApp. Nunca foi tão fácil conhecer gente nova (Sou exemplo vivo de que as redes sociais conspiram ao nosso favor, basta saber usar.).
Não, não está faltando Homem. Nem mulher. O que falta são pessoas que sabem o que querem.
Pessoas que reclamem menos e ajam mais. Que parem de esperar que a pessoa certa caia do céu. Que deixem de tentar encontrar uma desculpa para sua "solteirice". Que parem de culpar o sexo oposto por serem os canalhas sempre.
Tá, Pode dar errado de novo? Pode. Mas pode dar certo. Você só vai saber se tentar.

Suzanne N. (inspirada no texto de Mariliz Pereira Jorge)

07 julho 2014

Tudo deu errado, para agora ter dado certo.

E se tudo desse certo sempre, como saberíamos o valor de um sorriso feliz?
Depois de muito me decepcionar, depois de muito chorar, me entregar sem me amar – sem que me amassem – eu finalmente descobri o verdadeiro sentido da palavra amor. Não, não foi assim fácil, não foi ficando em casa todos os dias, assistindo filmes sozinha. Nem saindo p’ras baladas, para as noitadas. Foi de um jeito único, de uma forma inesperada. Ele chegou no momento que eu menos esperava. Aliás, todos que me fizeram bem por um momento chegaram em um momento que eu não esperava, a diferença dele, é que ele ficou.


Em um dia normalmente comum, eu levantei da cama com aquela velha cara amassada, como se dormisse há dias, sentei na beira da cama, com os pés suspensos, balançando-os como se houvesse bastante ansiedade em mim – talvez no fundo minha alma já soubesse quem eu iria encontrar mais adiante – então eu esperei que aquela preguiça matinal passasse para que eu começasse a atuar. Levantei-me, lavei o rosto, confesso que aquele dia me olhei no espelho e jurei que iria sair sem esperar nada – parece clichê, mas eu realmente não esperava nada – voltei para o quarto e coloquei uma roupa, a mais solta que encontrei, olhei para a cama e a deixei como estava, desforrada. Procurei algumas moedas no bolso da minha bolsa e fui à padaria comprar o que eu chamo de café da manhã, coloquei meus fones, aumentei o volume do celular e sair.

Minhas vistas estavam concentradas em imagens que passavam em minha mente, lembranças e planos que projetava enquanto caminhava. Do outro lado da rua, estava ele, o que vocês insistem em chamar de príncipe encantado, eu o chamo apenas de “Cara comum”, aquele que mudaria meus dias, à partir dali. Ele estava concentrado nos carros que passavam, esperando uma oportunidade para cruzar a rua. Finalmente quando conseguiu, ele veio em minha direção, eu percebi que alguém vinha olhando fixamente para mim e decidi ver quem era, olhei cuidadosamente para seu rosto, e como relâmpago eu abaixei a cabeça novamente “Não acredito, para para para para... que olhos são esses? “ eu realmente tremi ao ver tão belos olhos negros e redondos me olhando, com um leve sorrisinho no canto da boca. Não podia permitir que ele percebesse que eu estava atônita. Ele se aproximou de mim, eu o olhei e percebi que suas mãos corria para minha nuca, então ele puxou algo de trás da minha blusa, eu me assustei e tentei ver o que era, ele abaixou a cabeça próximo aos meus ouvidos e sussurrou:

   - Moça, acho que sua blusa está pelo avesso.
Sorriu, e seguiu seu caminho.

Como eu pude deixar isso acontecer? Ele era o cara certo. Tão lindo. Alto, esbelto, pele clara, olhos negros, apertados, redondos e cabelos escorridos e pretos. Não acredito que perdi a oportunidade. Segui reclamando da minha falta de atitude e de atenção por ter saído de casa sem perceber que meu blusão estava com as etiquetas à mostra.
Esqueci que queria comprar um café da manhã e continuei caminhando como se não tivesse rumo. Sentei-me em um banco vazio que tinha logo ali e constrangida continuei a me culpar por ser tão desastrada. Senti que alguém estava no banco de trás, rindo baixinho das minhas reclamações, era ele novamente. Olhei para trás e percebi que aquele cara lindo que havia me feito passar um dos momentos mais constrangedores possíveis, estava atrás de mim, ouvindo meus desabafos e o pior “rindo” deles. A solução que encontrei foi perguntar se ele conhecia algum lugar que eu pudesse apenas concertar meu blusão, ele sorriu e disse:

- Não, não conheço, não sou daqui. Mas, não se importe, ainda assim ninguém seria capaz de enxergar esse detalhe, com tanta beleza que você tem em seu sorriso.

 Eu sorri novamente – claro estava sem graça – e disse:

- Você percebeu!

Ele sorriu, balançando a cabeça como quem diz: “Eu percebi, apenas eu” e então começamos a conversar, tudo foi fluindo éramos bastante diferentes, mas era justamente isso que me chamava a atenção nele. Ele não se importava em ser diferente, nem ao menos em eu ser diferente.  Nossa conversa rendeu até a noite, era como se nos conhecêssemos há anos. Acho que em outras vidas, talvez se realmente existir, nós já havíamos nos cruzado antes.

Ele deixou o número do telefone comigo, eu liguei no outro dia, era um domingo, o convidei para almoçarmos juntos – afinal morar sozinha é um saco às vezes – e foi justamente essa a desculpa que eu lhe dei para que não ficasse parecendo um convite a um encontro (risos).
Ele foi pontual. Quando olhei da janela do apartamento, lá estava ele parado do lado de fora, encostado na porta do carro, estava simples, de camisa branca, chinelos e uma bermuda linda que o deixava tão sexy.

Almoçamos, pagamos a conta -aliás, ele pagou a conta -  e saímos. Ali, ele me deu o primeiro beijo (Mas eu havia prometido que não iria me entregar a mais ninguém por agora...), dane-se, lá estava eu, retribuindo aquele primeiro beijo de muitos outros que vieram e virão.
Benjamim passou a fazer parte dos meus dias. Assim, sem perceber. Como se houvéssemos marcado no calendário que à partir dali seriamos dois, em um. Foi assim que eu percebi que se tudo tivesse dado certo sempre, eu jamais iria valorizar esse momento que me faz tão feliz. A vida nos prega peças que só ela mesmo sabe o porquê, e nós só saberemos – se soubermos – depois.  


Ele, o Benjamim, mudou meus dias solitários. Mudou minhas rotinas de uma solteira, sozinha e feliz, para uma sozinha feliz a dois. 

24 fevereiro 2014

Eu finalmente encontrei quem eu havia perdido: Eu mesma.

Certa vez uma garota passou por mim e me perguntou: “Como faço para voltar atrás? Gostaria de mudar algumas atitudes do meu passado...”.
Eu fiquei perplexa e quis consolá-la, ela ficou me olhando com os olhos cheios de lágrimas e sentou-se à minha frente esperando uma resposta minha. Eu realmente por um momento não soube o quê dizer a aquela garota tão inocente, indefesa e ingênua; mas ela estava ali, sentadinha à espera de minhas palavras como resposta.

Nesse instante eu comecei a refletir sobre meu passado, onde eu errei, onde eu tropecei onde eu troquei os caminhos. Refleti sobre todas as minhas escolhas e atitudes que haviam me trazido até aquele presente momento, enquanto isso a menina continuava a me olhar atentamente.

Eu olhava para ela e buscava as respostas exatas sobre seu questionamento confuso e insólito. Mas todas fugiam da minha mente e eu não conseguia encontrar palavras cabíveis para ela, nem conseguia dizer apenas: “Não podemos voltar ao passado”, ou, “não se arrependa de seus erros, pois eles te fizeram chegar até onde você está”. Frases clichês nas quais eu sempre estou acostumada a pregar, essas não eram suficientes naquele momento.

Eu me senti encurralada e obrigada a encontrar o verdadeiro sentido de não voltar ao passado.
Me senti vazia e cheia de dúvidas, me senti como um grão de areia junto a tantos outros, me senti incapaz por não poder responder uma pergunta visivelmente tão fácil.

Foi aí que eu procurei dentro de mim a resposta, eu olhei fixamente a garota sentada à minha frente e perguntei-lhe: Qual o principal motivo desse seu desejo de voltar ao passado?.
Ela me respondeu sem ao menos titubear: “É que eu me perdi de mim mesma enquanto eu planejava meu futuro, e eu tenho medo que essa parte de mim que se perdeu, não tenha realizado aquilo que eu planejei tão minuciosamente, então quero encontra-la de novo...”.

Confesso que aquele momento lágrimas encheram meus olhos, foi ai que eu percebi que aquela garotinha era eu.
Eu há uns anos atrás, uma parte de mim inocente que eu jamais poderia ter perdido no caminho.
Eu olhei para ela e disse, encontrei a resposta para sua pergunta. Ela se colocou bastante atenta e pediu para que eu a respondesse, então lhe disse:

- Seu passado não pode ser mudado, você não pode mais voltar atrás, tudo o que você já fez, passou; tudo o que já viveu passou, não volta mais só deixam marcas, cicatrizes e experiências. Os anos iniciam-se e acabam rapidamente, você erra, aprende, acerta e cresce.  Você não pode se sujeitar a viver em busca do passado para mudar seu destino, você não precisa se arrepender de algumas atitudes, só precisa não toma-las novamente, essas servem para você decidir melhor o que faz ou deixa de fazer em sua vida, eu estou aqui, eu sou a parte de você que se perdeu, olha quem eu me tornei; uma pessoa fria, sozinha, carente, sem medos, sem receios, magoada, machucada, em busca de uma vida que jamais posso encontrar sozinha, sem forças, sem vontades, sem planos, sem metas, sem foco e principalmente sem eu mesma.

A garota assustada me olhou e disse: “então o que eu posso fazer para realizar todos os planos que eu fiz pra você?”.
Eu a olhei e respondi: “Vem cá, segura minha mão e não solta. Vamos trilhar juntas nosso caminho, vamos nos unir novamente e vamos realizar cada plano seu, vamos, não querer voltar ao passado, mas fazê-lo ter valido a pena.”

Eu e ela seguramos nossas mãos, levantamos e olhamos para frente, agora juntas, e começamos a caminhar. A trilhar nosso novo caminho, agora regidas por um misto de razão e emoção, uma mulher madura e cheia de experiências com uma garota ingênua cheia de planos e motivos. Estamos caminhando juntas, ela não mais pensa em voltar ao passado e eu? Ah, eu não me arrependo de tê-la encontrado.


Você acha que se perdeu em algum momento de sua vida? Acha que deixou para trás algum plano que tanto foi importante para você? Eu convido você a fazer uma viagem dentro de si próprios e procurar aí dentro, quem um dia você deixou para trás: Você mesmo!

05 fevereiro 2014

Nas minhas noites mais sombrias

Bring Me to Life by Evanescence on Grooveshark
(Aperte o play e leia ouvindo esta música)

Às vezes deitada sozinha encima da cama, ouvindo o vento frio que passa pela janela eu me cubro de mim mesma.
Cubro-me de receios, medos, angústias, arrependimentos; me cubro de uma parte de mim que eu tenho medo.
Aquelas paredes brancas eu já não enxergo, o que vejo a frente são apenas muros de um labirinto sem fim que eu me enfiei, me sinto presa, ouço as corujas que sobrevoam o apartamento e me encho de desejo de voar como elas, voar na noite, observando o caminhar alheio, vivendo emoções além da vida terrena.
Quero me soltar dessas prisões de um passado tão próximo que eu ainda não conseguir viver sem olhar para trás.

Chega logo noite, chega e traz contigo essas asas, pois eu hoje eu também quero voar.

24 janeiro 2014

Campanha Esqueça um Livro, pregando o desapego literário

  Todos nós sabemos que a leitura é um dos meios mais eficazes de aprendizado.
Ler não só ensina, ler aproxima, realiza, cria, faz você conhecer lugares, enfim ler transforma.
Por meio da leitura, nós usamos a criatividade, a imaginação e adquirimos cultura, conhecimentos, valores entre muitos outros benefícios, a leitura enriquece a alma. 
Triste é saber que o  brasileiro lê em média seis minutos por dia. Metade dos brasileiros não leu nenhum livro nos últimos três meses. 75% dos brasileiros nunca pisaram numa biblioteca. Diante de dados como esses, o pessimismo deixa de ser uma escolha e, para alguns, se transforma numa obrigação moral, pois os dados reais mostram que a ignorância tem prevalecido em nosso país diante de falta de atitudes como esta. 
Foi pensando nisso que a campanha “Esqueça um livro” foi criada, no intuito de levar a leitura para todos. O projeto consiste no desapego literário. A ideia surgiu nos Estados Unidos em 2001 com o nome de BookCrossing, e  consiste em deixar um livro por aí em um local público para que outra pessoa o encontre. Inspirado nessa ideia, Felipe Brandão começou a esquecer livros pela cidade de São Paulo com a dedicatória “Se você achou esse livro, ele é seu! Ele é para você! Leia e passe adiante. Se quiser, entre em contato pelo Facebook Esqueça um livro“. O projeto está crescendo e a página no Facebook já tem um número significativo de seguidores. Lá são compartilhadas fotos de livros esquecidos e também matérias que estão sendo feitas sobre o projeto.
Abordando essa ideia que vem lá de São Paulo, nós do Viva feira resolvemos trazê-la para cá também.
A ideia é levarmos os exemplares com os quais nos desapegamos, ou seja, livros já lidos, e deixa-los em dois lugares escolhidos como pontos de encontro, Shopping Boulevard e Praça de Alimentação na Getúlio Vargas, o dia escolhido para começarmos a esquecer esses livros pela cidade foi o 25/Jan (Sábado) e vamos estender a campanha até o próximo sábado dia 01/Fev, quem achar os livros fará com certeza bom proveito deles e é claro estará levando conhecimento para casa. Vale ressaltar que para identificarmos os livros da campanha é necessário que você escreva uma dedicatória, referente ao dia nacional do desapego literário.
Participe conosco, e compartilhe com os demais essa forma tão singela de aprender. 

Matéria de Suzanne Nascimento, extraída do site: www.vivafeira.com.br

Ser mulher

Sigo a máxima que mulher tem que ser mulher sempre, mulher não significa ser certa sem por cento, ser mulher é até mais que isso, mais admirável. 
É errar, assumir que errou, aprender e ensinar. Não há nada que ensine mais do que um exemplo.
E olhe que para aprender é necessário errar várias vezes, eu sou dessas. Vivo errando por aí, cometendo os maiores erros intitulados pela sociedade, mas garanto que são à partir deles que eu venho me construindo, me montando-moldando- e me tornando a mulher que quero ser um dia. Me pego imaginando como seria a vida sem erros, como iriamos aprender? De que iriamos nos arrepender? De que lembraríamos e teríamos às vezes vergonha?
Ah não, pra mim ser mulher é viver o que dá na telha na hora que bater a vontade, é ter responsabilidade para agir e coragem para assumir.
Não me refiro a viver cometendo tudo de errado, mas me refiro a fazer o que nos faz feliz, o que, por momento, nos traz alegria e principalmente não esconder que fez.
Ser mulher é viver oscilando entre lucidez e loucura, e para falar a verdade eu já não sei se eu oscilo entre elas, ou oscilo entre loucura e às vezes dou um pulinho pela lucidez, afinal temos que ser inteligentes o bastante para saber a hora certa de permanecer em cada uma.